segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

"No palco com Lélia Abramo" - Consultoria Dramatúrgica


Cartaz do espetáculo

"No palco com Lélia Abramo" estreou! Um solo teatral concebido e interpretado por Andréia Barros e digirido por Antonio Januzelli de tanto me orgulho participar como consultora de damaturgia! 

Parece que foi ontem que Andréia comentava estar às voltas com Lélia Abramo para um solo orientado pelo Janô, as paredes da copa forradas de cartolina com elementos da dramaturgia. Já naquele momento me interessei pelo trabalho. Andréia me mandou uma primeira versão do texto para ler, eu teci alguns comentários. Isso foi em 2015! E de repente aqui estamos nós com o esptáculo vivo e pulsante, com um livreto tão bem elaborado pelo professor Rodrigo Morais Leite a compartilhar processo e aporte teórico com o público.



Andréia Barros em "No palco com Lélia Abramo"
(Foto: divulgação)


Parece que passou muito rápido, mas a gente sabe que não foi bem assim. Sabemos o que aconteceu nesses cinco anos – e eu falo tanto do ponto de vista processual do trabalho, quanto da história desse país. Não foi fácil e não passou depressa. Ao contrário, muitas vezes achamos que não conseguiríamos chegar inteires até esse momento. Por isso é muito bom fazer este registro.

Quando Andréia e Janô escolheram Lélia cinco anos atrás, não faziam ideia do quanto seria importante trazê-la de volta para a cena hoje. Do quanto fazer teatro se mostraria verdadeiramente um ato político. Coragem, constância, perseverança, um ato de resiliência, de re-existência cotidiana – tal como o exemplo que nos foi deixado por Lélia Abramo.




Andréia Barros, Antonio Januzelli, Claudio Mendel e eu
em uma manhã de ensaios no estúdio de Janô

Ingressei oficialmente no projeto bem na reta final como consultora de dramaturgia. Em linhas bastante gerais, a função de uma consultora ou assessora dramatúrgica é trazer um olhar especializado e, mais que tudo, um olhar de fora do processo. A partir desse olhar e do exame do material e do caminho percorrido, faz-se uma análise, um estudo e, por fim, uma ou várias sugestões de caminhos para o trabalho. As decisões são tomadas pelo coletivo com base nos objetivos da proposta e na experimentação.

Meu olhar como consultora deu-se sobre várias instâncias: a Companhia Teatro da Cidade, o projeto em si, o pré-texto e as cenas já desenvolvidas. Janô pediu que em vez de uma peça pronta, eu trouxesse a princípio o que ele chama de mapa-mundi – um planisfério da ação, onde os elementos pudessem ser flexíveis, recambiáveis. 

Conheço cannovaccio ou roteiro de ações e gosto de ter uma visão pictórica das peças antes de escrevê-las. Um mapa-mundi dialogaria com tudo isso e lá eu pude, então, expor minha visão distanciada e ao mesmo tempo muito próxima. 

Apresentei um plano estrutural com passagens de tempo, fases da vida, pontos de virada, atmosferas, ritmo, etc. Tudo a partir dos objetivos da atriz e do diretor, do texto enunciado que criaram ao longo dos ensaios, da pesquisa biográfica, da cena, dos comentários e das experiências nos ensaios abertos. Nas imagens abaixo, uma ideia do que apresentei em três camadas superpostas:






Depois de aprovado o mapa-mundi, pude seguir com as sugestões para o texto e para a cena, na forma de uma peça escrita a ser constantemente revista e alterada.

Nesse sentido, a assessoria ou consultoria dramatúrgica implica em um exercício de desapego. Diferente de autoria, a consultoria está a serviço do diretor e da atriz, do projeto. Ela não dispensa a dramaturgia autoral, que pode ocorrer normalmente: pode haver consultoria dramatúrgica em trabalhos que contem com profissionais da dramaturgia. 

No caso de “No palco com Lélia Abramo”, Andréia e Janô exerceram a chamada “função dramaturgia” (sobre isso ver a postagem "O que é a dramaturgia" - fragmentos de Joseph Danan ). Exerceram também o dramaturgismo – a pesquisa que envolve a produção de uma obra teatral. Minha atuação deu-se no terreno da dramaturgia enquanto especialidade.

Em outras palavras, a partir do eixo temporal – a noite chuvosa que Andréia passou em casa de Lélia – sugeri uma nova estrutura que, inspirada pela atmosfera da chuva e do passar das horas, contemplasse a biografia de Lélia Abramo e, em alguns pontos, tangenciasse a da própria Andréia. Assim, temos um período inicial mais leve, no final da tarde, da infância e da juventude; uma fase da noite tempestuosa e da guerra vivida na Itália, e uma terceira, da madrugada e do estio, que corresponderia ao retorno ao Brasil e à atuação artística e política de Lélia. Os intervalos seriam marcados por música e alguns objetos e o início seria trabalhado com poética explícita, ou seja, abordaria o público em sua chegada e apresentaria o projeto, suas motivações e um pouco do espetáculo a ser visto.

Antonio Januzelli durante ensaio
(Foto: Adélia Nicolete)

Durante todo o tempo as propostas da dramaturgia foram atravessadas pela atriz e pelo diretor. Fiz o possível para valorizar e tornar confortável a atuação de Andréia Barros, para compreender e atender às propostas de Janô.


Janô e Andréia durante ensaio
(Foto: Adélia Nicolete)


Em dezembro, a Companhia lançou o livreto "No camarim com Lélia Abramo" em São José dos Campos durante um bate-papo com a atriz, o diretor, o crítico Valmir Santos e eu. Recomendo a leitura do trabalho minucioso do professor Rodrigo Morais Leite, que pode ser acessado nesse link.

Num momento como o que vivemos, quando a educação e a cultura são desmerecidos cada dia mais, projetos como esse tornam-se faróis. Estou feliz com a conclusão do processo e com a qualidade do trabalho. Aprendi muito mais do que contribuí. Obrigada, Andréia e Janô. Obrigada Cia Teatro da Cidade de São José dos Campos. Evoé Lélia Abramo!

Adélia Nicolete



quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Ateliê de Iniciação à Dramaturgia e ao Roteiro Audiovisual - Teatro Sesc Paulo Autran - Brasília


(Foto: Diógenes Tavares Rossi)


Entre os dias 29 de outubro e 02 de novembro tive a oportunidade de desenvolver um Ateliê de Iniciação à Dramaturgia e ao Roteiro Audiovisual no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga, Brasília.


A decisão por contemplar o roteiro audiovisual além da dramaturgia  para teatro partiu de uma conversa prévia com o gestor da unidade, Diógenes Tavares Rossi, que identifica na região uma demanda para a área. Formamos um grupo interessado e participativo de 15 pessoas das mais variadas formações.

(Foto: Diógenes Tavares Rossi)

Foram trabalhados textos individuais e em grupo. Lidos e analisados coletivamente, suscitaram a reflexão teórica e a abordagem das técnicas relativas à escrita para teatro e audiovisual.


Wladimir, Luíza, Ludmila e Bárbara
Escrita individual
(Foto: Diógenes Tavares Rossi)


Patrícia, João, Kaju, Paulo, Romana, Jackson e Eva
Escrita individual
(Foto: Diógenes Tavares Rossi)
De posse desse material, a turma foi dividida em três subgrupos de acordo com a área escolhida (dramaturgia para teatro ou para audiovisual). Cada equipe foi motivada a criar uma rapsódia de acordo com o estudo dos materiais, livres para incluir outras linguagens e documentos.

Luciana, Ludmila, Luíza, João, eu e Romana
Escrita coletiva
(Foto: Diógenes Tavares Rossi)

Paulo, Patrícia, Christofer e Kaju
Escrita coletiva
(Foto: Adélia Nicolete)

Jackson, Wladimir, Wállace e Eva
Escrita coletiva
(Foto: Adélia Nicolete)


Os processos foram acompanhados por mim e incluíram desde a análise dos textos criados, sua seleção por tema e/ou fio condutor, composição por recorte e colagem, montagem, sobreposição, sequenciamento, repetição, conforme sugerido por Jean-Pierre Sarrazac e Jean-Claude Carrière.


Durante o quarto encontro, cada equipe elaborou o trabalho e preparou sua apresentação ao coletivo. 

Ensaio de leitura cênica
(Foto: Adélia Nicolete)

Jackson, Eva, Wallace e Wladimir testam
o áudio de sua proposta
(Foto: Adélia Nicolete)

Rossi (de azul) auxilia na edição dos vídeos da turma
(Foto: Adélia Nicolete)

Ao final dos encontros, tivemos uma leitura dramática, uma leitura cênica e um vídeo curto. Cada trabalho foi analisado e comentado pelo coletivo. A orientação foi no sentido de direcionar o olhar para o “vir a ser” de cada proposta, pois que se tratavam de primeiras versões em busca de aprimoramento.

Leitura cênica do texto "E se"
Rapsódia criada pelo grupo
(Foto: Diógenes Tavares Rossi)


Christofer faz leitura da rapsódia criada pelo grupo
(Foto: Adélia Nicolete)

Espero que o grupo tenha se sentido estimulado a dar continuidade aos estudos e às criações iniciadas em sala. Agradeço ao Vicente e ao projeto Sesc Dramaturgias pelo convite, ao Rossi, que cuidou de tudo com atenção e competência ímpares, e a cada participante pela dedicação. Parabéns pelas produções! Boas escritas! Até a próxima!



Adélia Nicolete


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Ateliê de Iniciação à Dramaturgia - FUNARTE SP e Sítio Cultural Alsácia




Ateliê de Iniciação à Dramaturgia - Sítio Cultural Alsácia
Parte do grupo
(Foto: William Costa Lima)


A iniciação de artistas ou estudantes à escrita e, mais especificamente, à Dramaturgia é uma paixão que me acompanha há mais de vinte anos. Em meados de março, recebi um convite da Funarte-SP para desenvolver esse tipo de trabalho em Ribeirão Pires, cidade onde moro. 

O espaço escolhido foi o Sítio Cultural Alsácia, administrado por William Costa Lima e Marc Strasser que, juntos, mantêm um grupo, o Teatro de Torneado, e a Escola Atemporal de Artes, além de oferecer cursos e oficinas os mais diversos. Um local privilegiado em todos os sentidos.

Casa principal - espaço para os cursos
(Foto: Adélia Nicolete)

Primeiro encontro do Ateliê
(Foto: Adélia Nicolete)




Foram cinco encontros, sempre às segundas-feiras. A proposta foi a criação de situações de escrita, reescrita e exercícios de cena, além de estudos teóricos e fruição de literatura dramática. O norteador de todo o processo foi a ideia de dramaturgia como tessitura de ações nos mais diferentes âmbitos da cena e a turma era composta por estudantes e professorxs de Artes Cênicas, músicos, atrizes e atores, contadorxs de histórias, artistas plásticxs, etc.



Processo de escrita do primeiro texto
Dani, William, Cri, Alê e Marc com Genet no colo
(Foto: Adélia Nicolete)


Dani e Karina trocam impressões sobre seus textos
(Foto: Adélia Nicolete)











Matheus e Thiago trocam impressões
sobre seus textos
(Foto: Adélia Nicolete)




















Seria um desperdício não usufruir do contato com a natureza. Assim, a área externa à sala de escrita foi percorrida para o estudo de dramaturgia do espaço. Na composição da rapsódia final, tais cenários poderiam abrigar as apresentações. 


Alameda central
(Foto: Adélia Nicolete)



Teatro ao ar livre
(Foto: Adélia Nicolete)


Bambuzais
(Foto: Adélia Nicolete)


(Foto: Adélia Nicolete)

Área do poço
(Foto: Adélia Nicolete)


(Foto: Adélia Nicolete)


(Foto: Adélia Nicolete)










A tragédia “Antígona” foi foi uma das peças lidas e analisadas e gerou três escrituras individuais, colocadas em jogo no teatro municipal da cidade, em 19 de agosto – tarde em que a fumaça das queimadas escureceu São Paulo.

(Foto: Adélia Nicolete)


(Foto: Adélia Nicolete)




(Foto: Adélia Nicolete)



Três da tarde com as cores do anoitecer
(Foto: Adélia Nicolete)

Foi proposta a composição de uma rapsódia com os textos escritos, com as gravações realizadas em áudio, trechos significativos das peças lidas e outros materiais à escolha de cada equipe. Sugeriu-se que a função dramaturgia fosse assumida por todes, mas que houvesse responsabilidades criativas nas áreas de direção, sonoridades, visualidades e dramaturgia.

Ao final, seriam apresentados os projetos – discussão dos procedimentos envolvidos em cada uma das rapsódias – seguidos ou não da apresentação de cenas. 


Grupo discute a rapsódia
(Foto: Adélia Nicolete)

Grupo discute a rapsódia
(Foto: Adélia Nicolete)

Grupo ensaia(Foto: Adélia Nicolete)

Apresentação(Foto: Adélia Nicolete)

Apresentação
(Foto: Adélia Nicolete)

Apresentação
(Foto: Adélia Nicolete)


Ao final de cinco encontros, somamos discussões e práticas, abordamos a técnica dramatúrgica, fruímos diferentes tipos de textos, analisamos personagens e estruturas. Compartilhamos reflexões acerca do ofício da dramaturgia e do quanto dramaturgas e dramaturgos podem aperfeiçoar o seu trabalho no contato com a cena. 

Haveria muito ainda que dizer e muitas fotos mais a publicar. Guardarei comigo cada instante vivido junto à turma – risos na intimidade conquistada dia a dia; assombros diante das próprias descobertas e criações; cumplicidade e camaradagem; coragem para lançar-se ao risco; leveza para rir de si mesmo/a; alinhamento ideológico, alimento partilhado, ar puro, verde. Encontros da melhor qualidade. Obrigada a todes. 
Até a próxima!


Glória e sua Antígona - sem filtro
(Foto: Adélia Nicolete)


Adélia Nicolete


domingo, 25 de agosto de 2019

Ateliê de Dramaturgia - Núcleo de Dramaturgia do Sesi - Curitiba


Parte do grupo e da equipe do Núcleo de Dramaturgia do SESI - Curitiba
(Foto: Lucca)


Há algum tempo adoto nos Ateliês que conduzo a ideia de Dramaturgia não apenas como produção de texto enunciado, mas como produção de cena. São experiências que visam à quebra de paradigmas, principalmente para o/a próprio/a dramaturgo/a. Alargar os limites de nossa atuação, ainda que seja para continuarmos a assumir a escrita de textos a serem enunciados.

No Ateliê de Dramaturgia do SESC no Recife, há dois anos, por exemplo, foram criados três projetos de Dramaturgia e Memória. Cada grupo fez um pitch* do que pretendia e foi questionado pelos demais, a fim de aprimorar a ideia. O tema foi o Mercado de São José, mas o exercício poderia ser aplicado ao desenvolvimento de quaisquer projetos de dramaturgia. Confiram na postagem Mercado de São José - disputa simbólica no velho Recife.

Nos dias 23 e 24 de agosto estive em Curitiba junto ao Núcleo de Dramaturgia do SESI, coordenado por Lígia Souza Oliveira e Greice Barros. O grupo tem 12 participantes e as atividades já estão em andamento – palestras, oficinas, vivências e acompanhamento de projetos. Tive total liberdade de ação e apenas dois delimitadores: carga horária de nove horas e a América Latina como norteador. Segue uma brevíssima descrição do processo.

Tecelagem andina
 processos de decolonialidade, pertecimento e geração de renda
na região de Cusco - Peru

Os Ateliês que proponho nasceram da conjunção entre Artes Plásticas e Dramaturgia, por isso decidi pelo diálogo com artistas latino-americanos, especialmente por aqueles que estivessem à margem das galerias e museus, fora do mercado. Dentre tantas possibilidades, a escolha recaiu sobre o Centro de Textiles Tradicionales del Cusco, no Peru. É evidente a analogia entre a tecelagem e a tessitura de ações que, no dizer de Eugenio Barba, define dramaturgia.

Do ponto de vista técnico, da tecelagem interessava-nos a compreensão de urdidura e de trama e sua relação com a escrita. Do ponto de vista político, o movimento realizado por um grupo de tecelãs e tecelãos peruanes em busca da recuperação de suas tradições e, consequentemente, de sua identidade. “Quem somos nós?” teria sido a pergunta geradora daquele movimento e também do nosso, agora, na construção de uma cena. 

Por que a tecelagem cusquenha e não outra? Por um dado peculiar à sua herança cultural: moças e moços em idade de noivar, encarregam-se de tecer algumas peças a fim de exibi-las e conquistar um/a parceire. Em festas comunitárias, “performam” suas habilidades técnicas e estéticas garantindo, assim, a perpetuação da atividade têxtil e da própria coletividade. Seduzir não seria também o nosso objetivo quando tecemos e performamos nossas escritas em cena?



Grupo pesquisa ações físicas



















A ideia de buscar “quem somos nós” começou com a pesquisa de ações físicas – o primeiro fio da tessitura cênica. Nela, cada participante foi convidade a identificar seus verbos cotidianos e estabelecer uma trajetória física com eles. Na sequência,  elementos relativos a pensar, sentir e querer foram levantados, de modo a constituir uma série de fios a serem tramados na urdidura da escrita. A eles foram acrescidos outros mais, da esfera da própria linguagem.


Janaína a tramar os fios do texto



Beatriz, Val e Gessé a tecer seus textos




Izabela em escrita
















Sandoval em escrita


A partir desse levantamento e de discussões a respeito, um pequeno texto foi escrito e submetido a um/a colega com vistas à reescrita. 



Alan e Carlos em audição


Duplas em audição - à frente, Janaína e Juliana


Duplas em audição


Outro fio - o do texto enunciado - foi criado: na grande urdidura da cena, tramamos também o fio da voz, na medida em que leram cada um/a o texto de outrem, depois de analisado e ensaiado. Dramaturgxs intérpretes. Restava-nos compor a rapsódia.


Fernando ensaia texto
de Val
Val ensaia texto de Sandoval
Gessé ensaia texto de Alan

À dramaturgia foram acrescidos um figurino e a trilha sonora. Ao final da experiência de escrita/tessitura cênica, corpo, texto enunciado, voz, figurino, sonoridade e espaço constituíram “Quem somos nós”. Em menos de nove horas formatamos  um espetáculo ou performance de 45 minutos num processo prazeroso e carregado de afeto, com a participação de vários não-atores a se aventurarem na cena. Com apenas alguns ensaios mais, teríamos um trabalho digno de exibição ao público e ele seria seduzido pelo que nos dedicamos a tecer.

Predisposição ao risco é essencial à Arte e não faltou ao grupo. Trouxe para casa a alegria de mais um Encontro memorável propiciado pelo Teatro. Só quem já fez é que sabe! Teatro faz bem à alma! 

Lígia, Karina e Lucca - equipe do Núcleo De Dramaturgia do SESI

Agradeço Lígia e Greice pelo convite e recepção, Karina e Lucca pelo suporte e presença. Um abraço apertado em cada participante. Aquelas vozes que ressoaram no palco às escuras moveram mundos.

Até a próxima.

Adélia Nicolete


* Pitch, um termo inglês, é a apresentação de uma ideia ou projeto a fim de convencer o público de suas qualidades.